Quantas visitas por dia um propagandista deve fazer
A pergunta mais comum de gestor de farmácia magistral não tem uma resposta de número único — mas tem uma resposta de cálculo. Este guia mostra a conta, para você chegar na meta certa para a sua realidade, não uma copiada de outra empresa.
Por que não existe um número universal
"Oito visitas por dia" é um número que circula informalmente no mercado, mas ele carrega tantas suposições escondidas — território compacto, deslocamento curto, visita rápida — que aplicado numa realidade diferente vira meta impossível ou meta frouxa demais. O número certo depende de três variáveis da sua operação específica, não de uma média de mercado.
A conta que sustenta a meta
Três variáveis definem quantas visitas cabem num dia de trabalho:
- Horas disponíveis para campo — descontando deslocamento até o primeiro compromisso e volta, normalmente entre 5 e 7 horas efetivas num dia de trabalho.
- Tempo médio de deslocamento entre visitas — varia demais entre uma capital com trânsito e uma cidade do interior com território mais compacto.
- Duração média de cada visita — uma visita de relacionamento rápido dura minutos; uma visita estratégica com apresentação de material pode levar meia hora ou mais.
Em território urbano denso com visitas rápidas, esse cálculo pode chegar a 6–10 por dia. Em território mais espalhado, com deslocamento maior entre prescritores, cair para 4–6 é normal — e não é sinal de baixa produtividade, é geografia.
O erro mais caro: meta única para toda a equipe
Aplicar a mesma meta diária para todos os propagandistas, independente do território que cada um cobre, cria dois problemas ao mesmo tempo: quem tem território compacto folga, e quem tem território espalhado é cobrado por um número que a geografia não permite. A meta deveria nascer do território de cada pessoa, não de uma régua igual para todos.
Volume não é o indicador que importa
Vale repetir um ponto que aparece em quase toda conversa sobre visitação: número de visitas por dia mede esforço, não resultado. Uma equipe pode bater a meta diária inteira visitando sempre os mesmos prescritores fáceis de acessar, enquanto prescritores estratégicos ficam sem visita há meses. O indicador que de fato importa é cobertura de carteira — não volume.
Como transformar essa meta em rota, não só em número
Depois de calcular quantas visitas cabem no dia, a pergunta seguinte é: visitar quem, em que ordem? É aqui que entra a lógica de roteiro — uma âncora territorial, um raio de deslocamento aceitável, e a elegibilidade de cada prescritor (quem já está no prazo de nova visita). No Midora Visita, essa meta funciona como um teto de carga, não como cobrança — o sistema protege o propagandista de uma rota irreal, em vez de forçá-la.